Queria vim aqui e dizer que resolvi refletir depois de uma intensa leitura de um livro qualquer, mas não dá pra mentir assim. Sabem, aquela frase famosa que dizem: "Não julguem o livro pela capa", então, é isso que está acontecendo aqui. As vezes, precisamos admitir que por mais que tentamos não errar, nunca seremos perfeito. E se erramos temos que tentar fazer o certo. E cá estou eu para fazer o certo. Demorei tempos para comprar um livro da Bruna Vieira. Costumo não olhar o autor para comprá-lo, mas sendo sincera, imaginar que alguém tão nova conseguira escrever um livro me dava náuseas. Por favor, fãs de plantão, não me julguem como a julguei. Eu cresci escrevendo, cresci lendo e as vezes é difícil acreditar que alguém tão longe pode ter passado pela mesma coisa. Sei que pode parecer que estamos sozinhas, mas sempre vai ter alguém no mundo que vai estar sentindo a mesma coisa que você.
Voltando para o assunto principal do texto: o livro. Cheguei na página 62 e não resisti em tirar duas fotos de um dos meus textos favoritos. Me perdoe se fui tão preconceituosa ao pensar que sua vida seria mais um livro monótono que te ajudaria a inovar seu quarto com bugigangas que quero tanto.
Talvez você, que esteja lendo esse texto, seja como eu e nunca tenha tido um ponto de coragem para ler "Depois dos Quinze" então lhe direi o que passa: É a vida narrada. Narrada de uma forma tão incrível que chega a ser comum. Comum porque você sabe que já sentiu aquilo. Sabe que já presenciou, já passou, já tentou esquecer e tudo que ela faz, é voltar todos aqueles sentimentos a tona. É engraçada como de certa forma "gostamos" de remoer dores. Dores que nos fazem desistir da festa do ano, desistir daquele casório lindo da amiga da sua mãe, desistir de levantar da cama e ir viver. É sobre isso que fala. Por mais que minhas dores sejam diferentes sei que tive a mesma vontade que o livro descreve, aquela vontade que te da de estar de baixo de um chuveiro e chorar, chorar tanto que você confunde lágrimas com as gotas que caem em cima de você.
Resolvi vim aqui e escrever, porque é aqui que está a maioria dos sentimentos que afloram em mim, e eu não conseguiria explicar, se não aqui, o que é ler um livro que praticamente me revelou.
Nunca pensei que diria isso mas ler, o depois dos quinze, me inspirou. E que agradecer a Bruna Vieira, mesmo sabendo que é impossível ela ler esse texto e se emocionar. Mesmo sabendo que já se passaram anos e ela não se preocupa mais com quem escreve #livrodepoisdosquinze. Mesmo sabendo que se eu colocasse isso estampado na porta do apartamento dela, com a vida corriqueira e pensamentos no céu que tem, ela não iria perceber. Mesmo com tantos motivos que posso citar, mas ficaria o dia inteiro aqui escrevendo, quero agradecer por esta proporcionando os melhores sentimentos que alguém pode sentir: orgulho, amor, esperança.
Obrigada !